escolhe a quem te escolhe.
Sexta-feira, Setembro 30, 2005
Sexta-feira, Setembro 23, 2005
23
Santo também é muso
As linhas nunca estão ocupadas quando se quer falar com Deus.
Adoro tocar para os anjos. Acho que eles gostam da minha música.
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Mirella Adriano
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09:00
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Segunda-feira, Setembro 19, 2005
um sinal é um pontinho no mapa onde nós vamos morar.
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Mirella Adriano
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15:08
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Quinta-feira, Setembro 15, 2005
Eu ando bem cansada.
Universidade é lugar de passagem tal como rodoviária, aeroporto, metrô, shopping center, hotel, motel e terminal de ônibus.
Penso que colégios também sejam.
Ando incapaz de convergir as idéias para um único texto coerente, coeso e verossímil.
E elas ficam assim: nestas tripinhas.
Pensando bem é até bom.
Adiós.
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Mirella Adriano
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11:38
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Quarta-feira, Setembro 14, 2005
Narrador esquisofrênico. Eu gosta.
Hispanoablante, então. Hum.
A noite que me espere. Que eu vai.
Rum.
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Mirella Adriano
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20:23
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Segunda-feira, Setembro 05, 2005
meu momento diarinho (ou: sim, eu sou uma copiona)
O computador morreu.
Resolvi voltara a estudar español.
Preciso de um tênis.
Adiaram o seminário que eu queria ir.
Não deu tempo de jogar tudo fora.
O próximo vai ser o atabaque.
Ou então o xequerê.
Fiz uma lista de livros para ler.
Inventei o jogo do se não está é porque não é.
E meu dia ficou mais longo depois do roubo.
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Mirella Adriano
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20:14
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Sábado, Setembro 03, 2005
2.4
nevessário dela, que alumia o ceuzinho da minha vida. E que tem os pronomes depois, sempre, ela.
ama, eu.
(sim, é uma mensagem cifrada)
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Mirella Adriano
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19:18
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Sexta-feira, Setembro 02, 2005
Borboletas
Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.
- Também por que diabo não era azul? disse comigo. E essa reflexão, - uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, - consolou-me do malefício, e me reconciliou comigo mesmo.
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Mirella Adriano
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14:58
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Quinta-feira, Setembro 01, 2005
A paisagem hoje é ruína.
A cidade já cheira a ferrugem.
Qual seria a flor de Drummond? Aqui, acácias amarelas ainda figuram o concreto.
E não importa onde eu vá; o vento me bate pelas costas desarrumando o cabelo.
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Mirella Adriano
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14:36
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