sábado, agosto 17, 2002

E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignadamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania, infame e urgente;
Porque essas horas vãs, esse ouro puro
Verdadeiro amor não dão à gente;
Melhor é merecê-los sem os ter,
Que tê-los sem merecer.

quinta-feira, agosto 15, 2002

Mas B (já que é assim que vc anda se identificando aqui), pode pegar carona aí, ou aqui, se te faz bem. pode ler que ler resolve. Aliás, ultimamente ler é o que tem resolvido, o que tem estimulado, o que tem ajudado a fazer sentido. Somos "adversárias políticas" eu e vc, descobri isso hoje. Somos por um simples motivo, todas as pessoas que admiro tanto em intelecto quanto em caráter e que fazem parte da formação da minha opinião, sejam elas próximas (que posso conversar cara a cara) ou não (as que conheço por obras e afins) me alertam o contrário do que vc acredita. Mas nada pessoal mesmo. Nem gosto de levantar nomes aqui, mesmo que sejam os nomes que acredito. Acho isso aqui no blog, muito meu e só pra mim. Minhas convicções políticas são muito calmas (aliás, precisam urgentemente serem inflamadas) mas muito claras. Não em termos partidários, mas em termos de sonho, de esperança, do que acho que seja necessário para as pessoas que se aconteça. Até pq um país não se resolve em uma pessoa, nunca vai se resolver, não importa quem seja. O resto do país tem que estar com essa pessoa, apoiando, cobrando, fiscalizando, ajudando, enfim, cada um que também faça a sua parte. Cada um que seja que o passarinho daquela fábula famosa, na qual a floresta incendeia e ele carrega a água com o bico mesmo sabendo que não vai resolver o incendio, mas que se resolve nele mesmo saber que ele está fazendo a sua parte. Enfim, é mais ou menos isso. Aqui, gostaria apenas suscitar um sentimento de "solidariedade, fraternidade e igualdade" nas pessoas. Gostaria apenas de fazer com que as pessoas pensassem mesmo se o problema do outro é mesmo somente do outro e não temos nenhum compromisso com isso. depois eu termino...
Sensação estranha de estar afastando as pessoas que gostam de mim. Ou que diseram gostar em algum momento. Sensação estranha de ter dado a importância errada para a pessoa errada, simplesmente por cegamente querer a pessoa errada. Tanto que fazia dela a pessoa mais certa. E era. E era sempre ela. Por mais que eu lutasse para não ser. E lute ainda. E tente desvincular. Parece sempre faltar uma parte boa de ainda fazer parte. Mas no fundo, se eu olhar quem estve realmete comigo, não foi quem eu queria que tivesse sido. Não foi de quem eu esperava que veio o amparo. Muito pelo contrário. Mas agora já foi. Já acreditei demais em "tanta coisa que não vale nada"... Mas ainda assim, desvinculando, mortizando, despedaçando, arrancando, enterrando, queria que tivesse sido você.

terça-feira, agosto 13, 2002

Não adianta vir com guaraná, pra mim é chocolate o que eu quero beber...
Gostava bastante do número 23. Agora terei de desgostar. Isso eu não vou conseguir desvincular.

segunda-feira, agosto 12, 2002

já dizia a mãe da outra pessoinha que eu gostaria de ser (além de eu mesma, é claro), Desconfie das facilidades!

sábado, agosto 10, 2002

eu vou te desvincular. vou além de construir outras músicas, dar as tuas para outro. vou trair os lugares. vou sorrir do mesmo jeito. com o mesmo canto da boca. vou usar ainda as tuas expressões que viraram minhas. pois minhas agora são. vou usar os presentes e esconder só as melhores fotos, o álbum eu reaproveito. vou usar tua camisa e vai ser como se sempre tivesse sido minha. o lençol eu devolvo. e a colherinha de chá. vou aprender a surfar. sozinha. como eu sempre quis. vou te seguir enquanto eu quiser. mas vc nem vai saber de mim. vou contar as mesmas piadas. vou falar os mesmos palavrões. vou ter os mesmos abusos que sempre tive. e vou dizer ainda que é tudo culpa sua. vou continuar gostando do teu tipo. de óculos. tranquilo. vou continuar usando o cabelo grande. o batom rosado quase cor de boca e saia só nos dias de muita vontade. vou ser a mesminha de sempre. eu vou te desvincular.
Nada, Esta Espuma

Por afrontamento do desejo
insisto na maldade de escrever
mas não sei se a deusa sobe à superfície
ou apenas me castiga com seus uivos.
Da amurada deste barco
quero tanto os seios da sereia.

quinta-feira, agosto 08, 2002

coisas boas: drenagem linfática a fazer, possibilidade de viagens com os amigos, Espanha sem bonecos, insônia com motivo, poemas que agora se encaixam, filmes que fazem chorar, lugares que antes só eram agora também lembram (se tornaram mais especiais), as músicas estão bem melhores e mais necessárias, a vida vai tendo mais graça, saindo da apatia, mesmo que forçada a desacostumar. Mas não é de todo ruim o descostume (é mais trabalhoso que ruim). O coração parece existir agora. antes só fazia a função orgânica, agora sente. Bate por outras coisas.

terça-feira, agosto 06, 2002

Tem alguém a fim de ir para o Morro Branco comigo??? estou falando sério!!! vamos! vamos amanhã mesmo!!! tirem folgas dos empregos, faltem aulas, se estão de férias beleza, mas vamos!!!
Quero ir hoje pra Espanha. Quero ir hoje para a conchinchina. Quero ir hoje para qualquer lugar. Mas tem que ser hoje. De hoje não passa.

domingo, agosto 04, 2002

Aflição de ser água em meio à terra.
E ter a face conturbada e imóvel.
Era um só tempo múltiplo e imóvel.

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
Se você me ama mesmo, eu disse, se você me ama mesmo então saia e se mate imediatamente.

sábado, agosto 03, 2002

Lista de Necessidades

- Gasolina
- Incenso
- Esmalte
- Pastas
- Álbuns de Fotografia
- Chinela
- Cofre
- Amnésia
O último filme poderia ter sido um bom filme, mas não foi, não deu tempo. O último dia poderia ter sido o pior de todos, mas não foi, comi paçoca. O último presente, inconsciente!, já tentava dizer alguma coisa, uma mala de viagem. Tá. Tá certo. Eu vou embora. Acho que te enchi a bola demais.

sexta-feira, agosto 02, 2002

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse. . .

Mas você não morre,
você é duro, José!
esses negócios de o tempo passar, num sei quê, me lembrei de uma musiquinha da minha quase pré-adolescência: "quero passatempo, passa, passa tempo, o tempo passa e todo mundo está querendo. quero diferente, quero divertido, eu quero o novo passatempo colorido!"

Eu tenho a capacidade de rir de mim mesma.
mas eu vou enlouquecer de verdade. vou ter alguns colapsos. algumas febres. alguns vômitos. falta de apetite. dores na cabeça. vou bater o carro. errar de andar do prédio. esquecer coisas a fazer. parar de escovar os cabelos. passar a dormir de remédio. não conseguir mais nada. não ter vontade de usar batom, rímel, lápis. e, sem querer, esperar você.
desesperar é de verdade demais.
agora... mudando completamente de assunto... Não há pessoa nesse mundo que eu ame tanto quanto o meu irmão. Eu já desejei a morte dele. Mas hoje eu amo, mas amo tanto, tanto, tanto, de um tamanho assim tão enorme de imenso assim, ó, que não cabe. Fellipe, meu lindo, Eu te amo.
as pessoas ficam sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, como reagir. preocupadas comigo e sem entender a minha "carinha boa". não conseguem entender como fico como se não estivesse acontecendo nada. mas o que está acontecendo? não é extamente nada! não é por causa do nada que as pessoas procuram em mim alguma reação catastrófica e exagerada? não sei. só sei que as pessoas que gostam de mim ficam às voltas pela casa fazendo perguntas tangenciais, uma semi-cara de enterro quando falo qualquer coisa relativa "ao nada", me contando sempre uma "novidade excepcional" que passou na televisão ou no rádio, lembrando coisas de quando eu era criança e era a criança mais linda para a minha mãe, comentando a roupa da vizinha que acaba de sair paa a hidroginástica, o filme que vai passar, da promoção do batom da revista. acho que para, em vão, ajudar o tempo a passar pra mim. e fazem seis dias que foi sábado. e fazem seis meses que são seis dias. e onde quer que eu vá. e o que quer que eu faça. não consigo deixar de fazer cálculos. não consigo deixar de morder a bochecha. não consigo parar de perder o olhar. e por mais que eu tente o tempo só empanca, trava, tranca. e por mais que eu queira desesperar eu não consigo, assim, pra todo mundo. nem sei se consigo pra mim. tô achando tudo muito ridículo. tenho essas coisas de achar coisas assim ridículas. as dos outros, lógico. quando é com a gente o bicho pega. mas desta vez até a minha história tá com a maior cara de novela mexicana de quinta. saco. só sei que passar o tempo não passa.

quinta-feira, agosto 01, 2002

só um leve desespero que me leva, que me leva daqui...
Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir