domingo, maio 16, 2004

Chanson juste pour toi
Chanson un peu triste je crois

sábado, maio 15, 2004

Nada não.

Tô só feliz.

segunda-feira, maio 10, 2004

Direcionado

DOMENICO!!! EU TIREI 10! 10!

quarta-feira, maio 05, 2004

não tem tempo pra vender no mercado livre. tava precisando de mais umas horas de última geração pra implantar no meu dia.

quarta-feira, abril 28, 2004

Vermelhas trevas, Silêncio rubro, Modos ávidos.

O amor continua acabando você continua não cuidando. A diferença é que agora eu não me importo mais que você cuide de coisa nenhuma. Quero é sair. E estou sendo grave, você cuida sim, de um jeito muito estranho. Sem pequenas grandezas, sem entrelinhas, sem bonitezas, com costume, e costume aprendido. Sem surpresa. O costume me persegue. E dou-lhe a mão, sempre. Contudo, dizendo: vou contigo, mas sei quem és, sei onde me levas e sei voltar de lá. E que o amor se acabe todo, e que as loucuras sejam feitas aos outros olhos (tolos) em seu nome. Me servirás e nem sabe. Ainda. Porque queremos levar da vida coisas diferentes e isso se você já entendeu não me fez perceber. Tende a achar que eu deveria querer o mesmo que você (e nem percebe). Rio. Dizem existir dois tipos: os que vêm ao mundo a trabalho e os que vêm a passeio. Meu problema é ter de trabalhar, eu vim a passeio. Meu outro problema são as classificações, eu nunca me enquadro em nenhuma classe pura, se é que há alguma. E se é que há encaixe. Minha sorte é que você não me lê, e eu nem sabia que isso era sorte. Aliás, você não lê. Quero meu livro de volta urgentemente que meus livros são 'malacostumados', mimadíssimos. Quero hoje, quero agora. Dê. E fico tentando entender onde foi que a minha vida perdeu o rumo da sua, quando foi que elas brigaram, romperam os dedos e ficaram de mal. E fico pensando como não parecer egoísta, ingrata, má. E não me convenço de que sentirás essas coisas. Você é muito melhor que isso tudo. Não é? Pois. Isso fica para os coitados, mal sucedidos, às margens. Adoro marginais. Não entende? Foda-se. E obrigado, vou ter sempre com você essa dívida, que eu não pedi que você assumisse. Mas sei não é assim que o resto do mundo pensa, só eu. Eu lhe devo todo esse tempo isso tudo, mas você o fez porque quis, não lhe deveria ter gratidão. Contudo eu não sou o mundo e corro o risco. Ok, aceito o risco. aliás, nem há risco. Há mais evidência que risco. Ok, aceito as evidências. Quero da porra das mortes a mais hedionda. E cada dia isso faz mais sentido. Não às caixas de sapato marmorizadas superlotadas e sem nenhuma privacidade e bom senso. Não à todas elas: Não. Não a tudo o que não sai do canto. Não à geografia absurda das cidades. Não às lavanderias alheias dentro de nosso quarto hasta la muerte. Sin ternura alguna. E quando a gente não pode mais nem chorar sem ser importunado, interrogado, ajudado. Como se você não tivesse mais autonomia nenhuma sobre os próprios atos, como se a dor fosse proibida. Pois proíbam todas as notas agudas, todos as formas de pobreza, todo o desconhecimento, todo o costume. Porque as piores dores não são capazes de se fazerem vistas, não derramam lágrimas, não lhes diz o nome. As piores dores não são assim tão fáceis. Tolos. Creêm que só há o que tem um nome. Pois lhes digo, o que mais existe não pode ser nomeado. Proíbam o texto que não foge do tema. Proíbam as chuvas nas cidades. Proíbam a palavra que se repete no início de cada frase. Triste recurso estilístico, esse, mas é simples e faço aqui a minha ode à marginalidade. Proíbam toda proibição. Proíbam toda morte que não é a nossa, que é a que se sente. Proíbam toda divisão que não tenha nada de soma. Ou, se socialmente, o contrário. Proíbam todos os Eu não vou. Droga, deixe a dor. deixe - a - dor. E o que você faz? Porque sou sempre eu quem tem que dizer as coisas? O que você faz? Ora. Faça-me o favor de ser feliz com esse seu mundo ambientalizado em que todas as coisas funcionam perfeitamente e onde os problemas existem para serem solucionados e que é tudo muito fácil porque tu te obrigas a percorrer apenas linhas duras como as das caligrafias, que eu serei, se puder, com o meu que não faço idéia de como seja, e nem sei se quero. A sua realidade não é do tipo que eu inventaria pra mim. Tens sorte, passei por ti.

sexta-feira, abril 23, 2004

E é quando o mal humor maior do mundo resolve tomar conta de novo

Sem nenhum remoto semblante de um pingo sequer que seja de saco.

quinta-feira, abril 22, 2004

Só acontece comigo

ah tá.. o que é o que o amor não faz? Sabe a Samara Felippo? Pois é perguntem à Bia quem é mais bonita, Eu ou Ela? E Sabem a Helena Ranaldi? Pois. Entre Ela e Eu? Óbvio. Riam, riam muito, mas guardem algum pouco pro que ainda vem. Como eu dizia a Bia anda cada vez mais doida de amor, cada dia ela me sai com uma. Coisa de mãe. O que eu não sabia era que a Verônica sofria do mesmo mal:

Gisele Bündchen andando no calçadão de Ipanema sem que nada a detenha, de entradinha vermelha, cabelos soltos, musiquinha do Tom Jobim (acho) levando ela de um lado para outro. Todo mundo hipnotizado.

Minha mãe (que é uma pessoa normal): ô mulher bonita, né Verônica?
Verônica (num completo surto): é sim, só não ganha da Mirella.

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Eu (passada, depois que a minha mãe chega do sítio e me conta isso num acesso de GARGALHADAS): mãe, não seria melhor trazer a verônica num psiquiatra?

depois eu me toquei. amor não tem cura.

quarta-feira, abril 21, 2004

E sim, eu gosto da minha janela.
A morte desfaz as barreiras. Piazzolla me fez uma visita hoje. Se vivo, seria inimaginável. Não o vejo, não o toco, pois também não jamais o tocaria? jamais o viria de perto? Pois sim. O espírito não tem as conveniências do corpo. Veio, sentou na minha cama, abriu o maior sorriso. Estranho estar eu, viva ainda, confortável, limpa, ouvindo-o enquanto leio um bom texto, imaginando que existem sensações ainda melhores a não serem vividas. E enquanto tudo isso, o mundo, deveria, mas não pára. Acenderam-se quinze luzes no prédio da frente, e talvez se apagaram. O lixo não deixa de ser transportado, as crianças aindam gostam de balanços, mesmo hoje em dia, e mesmo que os dias tenham no rítmo vontade própria. O coração ainda bate ansioso à espera da próxima faixa, o meu, de música, o da moça do bonito cabelo de cachos, de pedestres. E é sempre esse movimento aparentemente vão que é o mundo, a vida, os sentimentos e as sensações.

segunda-feira, abril 19, 2004

queria uma frase, uma palavra que é o que dá o tempo, para dizer dos teus dois segundos de nota aguda que atravessa o peito.

quinta-feira, abril 15, 2004


que mico...

quarta-feira, abril 14, 2004

Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim

Rá. Só me faltava mais essa. Eu de óculos.

domingo, março 28, 2004

e raiva das pessoas bonitas. muita raiva.

sábado, março 27, 2004

entregue às moscas. coberto de pó. árdua tarefa. sangue, ossos, víceras acostumadas. um calendário sem ritmo. e já se ouviu falar de calendário essa semana. vento, mesmo que na nuca. mas nunca é nada. um dia há de ser. ainda não chegou esse dia. a quem se quer enganar? todos sabemos que os dias esperados nunca chegam. e chegam, mas esses não são realmente esperados. o peito, o motor na barriga, a luzinha que acende de vez em quando em algum lugar da nossa cabeça. nada disso. só sangue, ossos e vísceras acostumadas. e o resto todo pó e moscas.

domingo, março 21, 2004

- Tia Margarida, eu vi uma briba!
- Que legal, Bia. Você viu uma víbora?
- Não tia, eu não vi uma víbora, eu vi uma briba mesmo.

E saiu correndo.


Tem histórias tão verdadeiras que parecem inventadas.

quinta-feira, março 18, 2004

quarta-feira, março 17, 2004

O tal do beijo da saída que ela sempre dá. Com vontade, com gosto, com desprendimento. Nenhum receio diz a ela, Não pode, esse beijo. Os outros não. O tempo inteiro, na sala branca, que ela diz que gosta, e olha curiosa, tudo, tudo ao alcance, na sala, ela sempre recua, se esquiva, pensa, e olha com aquele diabo de olho que não me diz nada e pensa que diz, coça o nariz, se afasta e acha que pronto. E ficamos os dois, fazendo de conta haver outro motivo em estarmos alí que não aquele que ela não permite, inventando assuntos os mais obtusos e frágeis enquanto o tempo passa e se possa recomeçar. Até que uma hora - que não tarda a chegar - ela diz, Eu tenho que ir pra casa, se levanta, me leva até o elevador, me beija e vai.

segunda-feira, março 15, 2004

como era previsto, nada bem hoje. é sempre assim o primeiro dia das coisas. mas cuidei da vida. fui ver um sonho, fazer compra no supermercado à pé, inventei um amigo imaginário e um trabalho novo, emagreci um quilo, acordei mais cedo. Vai passar, eu sei que vai. Uma hora para o tremelique, e ele fica guardado em alguma caixinha, esperando. Sumir não some, mas descansa. E nuncam ouçam, e defendam-se e ataquem se for preciso, quando disserem que estão velhos demais para ter amigos imaginários.

domingo, março 14, 2004

e descobri que eu tenho um botão do choro. E que ele tá quebrado. Emperrou apertado.

sábado, março 13, 2004

ai.

Meu grito é: socorro! e deus.

sexta-feira, março 12, 2004

tudo na vida por um dia de Gurdulu.

domingo, março 07, 2004

Tudo é sopa! Tudo é sopa!

terça-feira, março 02, 2004

Tem alguma coisa nisso. Sei que tem. Alguma beleza, alguma poesia, algum mistério. Ou é a gente que tem, dentro, e que imagina beleza no mundo. É vai ver ele não tem. Vai ver, não há nenhuma beleza - nem a menor importância - em se imaginar como seria a mulher que no dia dois de março de dois mil e quatro arrancou uma folha de seu bloco da TREIDE - Apoio Empresarial Ltda, escreveu a lista da feira e se dirigiu até o supermercado. Que por algum motivo ela resolveu não levar os quatro chuchus e de onde ela é que chama palma de bananas me vez de penca de bananas. E mulher imagino por causa da caligrafia arredondada, feminina. Além de arredondada é firme e o til - ela queria três mamãos - é uma bolinha em cima da letra - será uma gorda? Imagino cabelos pintados de cor estranha, um castanho avermelhado. Fiquei pensando por que a imaginava assim, depois reparei que é meio moda entre as mulheres de meia idade. Outra suposição: ela tinha meia idade. E tinha panelas de alumínio e o fogão não era elétrico. Ou o maço de fósforos serviria para acender cigarros e o bombril - sempre a marca pelo produto - seriam utilizados na limpeza da casa ou na antena da televisão. Não há mais muito o que ver no papel: dois quilos de batata, duas caixas de sabão em pó, dois detergente para louças, não dizem lá muita coisa, todo mundo usa mais ou menos do mesmo jeito. Mas o que me intriga não é nem isso, não é nem quem é ou como será essa mulher. Nem sei o que é, mas alguma coisa no fato de irmos nos deixando nos lugares, os pouquinhos de nós que ficam nas coisas, nas pessoas, e delas em nós, nossos resíduos - Pois se sabe, de tudo fica um pouco. Impossível pensar o mundo sem resíduos, pelo menos pra mim. Uma vez, voltando da faculdade pra casa, parei num cruzamento, o maior do percurso, três sinais, uma chatice, sempre cheio de gente, as mais diferentes querendo as mais diversas coisas. Era noite, não havia ninguém, nem sei porque. Mas havia junto ao semáforo, no meu lado esquerdo, uma pedra. Uma pedra grande, completamente plana em cima, retangular. Compreendi na hora. Não era uma pedra na realidade, era uma cadeira, um banco, um tamborete. Do jeito que estava disposto era claro que servia para que alguém sentasse de modo a olhar na direção dos carros que passavam na rua. Até hoje eu lembro o rosto da idosa que eu sentei lá.