quarta-feira, agosto 08, 2007

.exceção para o bom versinho.

Corre pra ver,
Se é de olhar, se derreter
Se de repente pode ser
Se este instante lhe chamar
Viva, tenha
Corre pra ver
Se é gostoso, porque não
Se é bem bom pro coração
A gente vai pra ser feliz

ainda vale a pena aparar as arestas, tirar da vida o que não presta, é sempre a hora certa de acertar o caminho.

sábado, agosto 04, 2007

página fechada.
só o silêncio vai falar por mim.
caridade é sacrifício.
boa noite aos de boa vontade.
bem-vindos os de generosa bondade.

sexta-feira, agosto 03, 2007

fez-se atenta e observadora. refez-se forte e determinada.
fala, cala, liga os pontos, entende tudo, mas mede.
cada pedrinha do caminho é só sua, e não quer levar as pedrinhas de ninguém.
todas as gaiolas abertas. todas. escancaradas. aprendeu a dizer até não.
não quero, não gosto, não vou, não dá, não posso, não consigo, não concordo, não admiro.
e tem vivido como quem samba miudinho, devagarinho, pisando nesse chão qual avisaram.
teme ainda a mesma dor, olha e teme, teme todo entendimento, mas vai com um pé atrás do outro.
reza, acredita, sonha, chora, pede, promete, pergunta, reclama como se fosse prêmio.
mas se o final for outro, não vinga, só lamenta.

quinta-feira, agosto 02, 2007

vou fazer que nem ela: transformar a tristeza em conhecimento.

ou que nem a outra: transformar a dificuldade em conhecimento.

ou então, que nem eu mesma: vou fazer de conta que se eu não estudar eu morro.

e disso tudo, disse aquele sábio, se topar, se apostar, se acreditar, vai ficar só a linha reta.

quarta-feira, agosto 01, 2007

porque é que
a vida às vezes tá na mão, indo reta, bem certinha e a gente sem ver nem pra quê faz inocentemente uma conversão à esquerda?

ô menino
quando eu tiver lá, me diz, como é que eu vou fazer, se eu poderei cruzar uma cidade inteira e ainda assim não vou te ver?

e tu
promete que vai se fazer cheia os quinze dias que é pra quando eu olhar pro céu achar que ela tá bem pertim de mim?

domingo, julho 29, 2007

Desde essa desilusão eu me desiludi
O meu coração

Palpita aparte poupando-me de um pouco de sonhos
Depois desse desengano

sábado, julho 28, 2007

- ixe...
- que foi?
- olha a hora.
- ah, só um pouquinho mais tarde do que a gente tinha pensado...
- é que remarquei a reunião para às oito e meia.
- mas ainda é cedo.
- é que eu não consigo mais dormir pouco tempo.
- é, rapaz. a gente logo se acostuma com o que é bom.

sexta-feira, julho 27, 2007

desde que você chegou ainda não fez sol na minha janela.

quinta-feira, julho 26, 2007

Não há mérito nenhum em se acreditar em algo comprovável. E receita não serve para nada que não seja exato.

quarta-feira, julho 25, 2007

frete do livro da editora da universidade federal do juiz de fora: 32 reais
curso de espanhol intensivo pancadão: 792 reais.
envio de encomenda 600g normal para o algarve: 43 reais
barato em francês ser não caro: é uma ironia perversa com o meu portugês.
E deitei-me como quem sabe o Tempo e o vermelho:
Brevidade de um passo no passeio.

sábado, julho 21, 2007

Relembrando

[às vezes, não conseguir o que se quer é um golpe de sorte]

quinta-feira, julho 19, 2007

nuestra secreta delicia, nuestra altiva agonía

dizem que é Genius, a quem nossa vida é confiada no momento do nascimento, dizem que é ele, Hermelinda, que causa isso em nós, que é por causa dele que enquanto vivemos, somos delícia e agonia com a vida.

que vivemos numa zona complicada de não-conhecimento e disputa deste rapaz com o Eu dentro de nós constantemente, que já nascemos predestinados às dialéticas, e que comemoramos até hoje nossos aniversários em resquício dos festejos a este Deus.

mas é engraçado Hermelinda, que sejamos tão incapazes de conviver com ambas emoções, e que as duas despertem em nós outras tantas que hoje em dia já nem as nomeamos. somos geniais e isso pouco importa porque não é crédito nenhum nosso.

y cuando, para calmar la duda que tormentosa crece, acuerdates de mi, siento que mi camino está vecino.

domingo, julho 15, 2007

precisamos de cautela.

[eu, no meu caso, uma premiada]

sábado, julho 07, 2007

passando por processo de limpeza.
dizem que vou botar tudo o que não presta pra fora.
acontece que isso é um problema: não sei se tudo o que penso que quero presta, exatamente.
fim do mês vou estar limpinha. e mesmo um pouco apreenvisa, parece prenúncio bom.

terça-feira, julho 03, 2007

das que vêm de dentro.

teus pífanos insilenciáveis, encosta aqui, meu ouvido é de veludo, roça o lábio.
trago pedrinhas, miudinhas, ocultas no colo, dentro do peito, tens olhos de alfazema.
tocas quantos santos, prepara duas vestes, dilúvio de minha caverna, venha em dia de reis.

segunda-feira, julho 02, 2007

- você precisa de um retiro.
- acha?
- precisa.
- religioso?
- não. retiro do mundo. um confinamento específico.
- também acho. uma overdose.
- é. isso.
- mas é difícil, sabe. as vontades tendem sempre a se conflitarem.
- sei como é isso.
- deve ser assim com todo mundo.
- aí não sei. mas sei que em você passa pro corpo.
- murcho.
- ou entorta. fica meio enviesada, andando para vários lados ao mesmo tempo.
- dá pra ver?
- dá.
- todo mundo?
- olha, você devia escolher um só, e se afogar, se afundar.
- e o que faço com os outros? não consigo.
- escolhe a palavra. aposta nela. na cidade montanhosa
- e no delírio.
- gosto do delírio, acho que podia ser por aí. mas,
- mas
- você não precisa mais ter medo da dificuldade.
- .

domingo, junho 24, 2007



Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins

Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz

O mundo todo reside
Dentro, em mim.

quinta-feira, junho 21, 2007

Minha leoa, pegue o espelho. Mantenha-no frente à face. Livros e beleza, seu guia. Muitas letras, unhas carmim, lua crescente no pelo liso. E não te olvides.

quarta-feira, junho 20, 2007

pega a senha número 483 pensando que algum dia ainda vai rir cantando "não aprendi dizer adeus".

segunda-feira, junho 18, 2007

Alguém disse

- quem joga limpo nunca ganha. só em novela. e olhe lá...