apaguei as provas porque já não me servem mais. é bom perceber que a vida nos resolve, nos leva na maré certa, e desta vez, sem precisar guerrear com mais ninguém. guerra própria é batalha vencida. sempre vencida. minha vida lago calmo rio corrido mar de pressa: paixão nas letras e sonho bom. durmo pequenina, corto a fita de quem chega em primeiro lugar, acordo em nuvens esparsas, leves, Laura nasceu e o dia é feliz. O mundo gira lindo aquela imensa ampulheta.
netuno, saturno e lua. me esperem em festa.
segunda-feira, outubro 15, 2007
sexta-feira, outubro 12, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
sábado, outubro 06, 2007
chez-elle
já tá feito
tá mandado
o seu trono tá plantado
fica ACERCA DE MIM.
o resto é só história de carochinha.
tá mandado
o seu trono tá plantado
fica ACERCA DE MIM.
o resto é só história de carochinha.
quinta-feira, outubro 04, 2007
Das sensações mais felizes.
Consciência limpa.
Dever cumprido.
Amor correspondido.
Banho bem tomado.
Prêmio inesperado.
Poder reencontrado.
Escolha acertada.
Ano bem vivido.
Dever cumprido.
Amor correspondido.
Banho bem tomado.
Prêmio inesperado.
Poder reencontrado.
Escolha acertada.
Ano bem vivido.
quarta-feira, outubro 03, 2007
terça-feira, outubro 02, 2007
estou cantando. cantando alto, em língua que por assumida birra faço (fazia?) questão de não conhecer, uma música de melodia bizarra e macabra. mas que felicidade cantá-la. drink up, baby, look at the stars. e o riso frouxo, quase louco, depravado, e a dança. porque essa tensão alucinada que tira a pele dos meus pés e me faz esquecer completamente que há um mundo vivo, em que as pessoas são antes de qualquer definição de qualquer ordem independente de qualquer pensamento, porque isso tem que ser bom e feliz. e é. mais a quoi bon. por isso em desespero a pausa o café e a trilha bizarra. e a dança. porque isso é tudo muito bonito. e para manter a minha borboleta voando. violeta.
sábado, setembro 29, 2007
Boa sorte.
Sou uma menina cearense de vinte e cinco anos e poucos quilômetros vencidos. Destinei poucos anos de minha vida a adquirir alguma fortuna, a pensar exatamente em uma carreira, em planejar um pouco o futuro. Vivi como vivem as crianças, um dia agora depois o outro, mas em outra hora. Com isso, de alguma forma estranha que creio absolutamente incompreensível, as pessoas entram e saem de minha vida com grande intensidade. Porque elas também vivem em mim como se fossem eternas em seu (ou meu) agora. É assim desde criança, quer dizer, desde a infância. Uma vez minha mãe me perguntou ao entrar no carro porque eu sempre abraçava e beijava minhas amigas todo dia antes de ir embora do colégio, como se fosse uma despedida, se eu sabia que as veria no outro dia. Eu a respondi que era porque todo dia era uma despedida.
Hoje lembro disso de uma outra forma. Tudo, todo dia é uma despedida. Não estou falando daquela agonia de carpe diem, linda mas impossível. Só penso (e provável que só agora) que talvez todas as nossas relações sejam (e sempre tenham sido) apenas despedida. E isto não é necessariamente ruim. Pensemos nas pessoas que conhecemos. O tempo que levamos para construir um primeiro contato com alguém. Se não nos despedíssemos, não haveria nunca a idéia de um encontro. De como temos quase necessidade de receber a despedida do dia todos os dias quando nos desejam "boa noite". E que por gentileza e carinho despedimos a noite de alguém ao lhe desejar "bom dia". Talvez as despedidas atravessem os encontros em mais de um sentido.
As despedidas são sempre recomeços. Algo que teve um papel cumprido e que agora abre espaço para que se cumpra o novo papel que merece ser aceito. Elas devem nos encher de entusiasmo, de esperança, como os bons dias e boas noites, porque são sempre os motivos dos encontros. O que penso que devemos fazer é comemorar o encontro vivido, a etapa vencida, o tempo percorrido; e cruzar os dedos com muita fé pro que virá. Isso vale para qualquer despedida, como vale para qualquer encontro. A vida é intensa.
Todos os dias nos cruzam várias pessoas em despedidas e em encontros (ou em ambos). Cada pessoa contém um caminho, também de despedida e encontro. Vou continuar optando pela despedida diária, porque vivi muito pouco, quase nada, e sei que as pessoas nos encontram em espaços ligeiros demais, em instantes vivos, e ainda assim são capazes de fazer ninhos. As pessoas são lampejos, pequenos raios, nos encontram e nos despedem, e isso não é lamentável, apenas quero continuar atenta. As despedidas acontecem quando os ciclos se fecham.
Mas cada encontro é um caminho.
"Começam os primeiros sinais da noite. O sino da igreja badala seis vezes,
os passarinhos cantam em coro, os carros páram todos em fila no sinal,
e estou à beira da porta, indo embora, meu amigo. Daquelas despedidas
graves, escurecidas, silenciosas. Indo embora para nunca mais voltar."
(Diana Melo, Farelo 02 de agosto de 2007)
os passarinhos cantam em coro, os carros páram todos em fila no sinal,
e estou à beira da porta, indo embora, meu amigo. Daquelas despedidas
graves, escurecidas, silenciosas. Indo embora para nunca mais voltar."
(Diana Melo, Farelo 02 de agosto de 2007)
Sou uma menina cearense de vinte e cinco anos e poucos quilômetros vencidos. Destinei poucos anos de minha vida a adquirir alguma fortuna, a pensar exatamente em uma carreira, em planejar um pouco o futuro. Vivi como vivem as crianças, um dia agora depois o outro, mas em outra hora. Com isso, de alguma forma estranha que creio absolutamente incompreensível, as pessoas entram e saem de minha vida com grande intensidade. Porque elas também vivem em mim como se fossem eternas em seu (ou meu) agora. É assim desde criança, quer dizer, desde a infância. Uma vez minha mãe me perguntou ao entrar no carro porque eu sempre abraçava e beijava minhas amigas todo dia antes de ir embora do colégio, como se fosse uma despedida, se eu sabia que as veria no outro dia. Eu a respondi que era porque todo dia era uma despedida.
Hoje lembro disso de uma outra forma. Tudo, todo dia é uma despedida. Não estou falando daquela agonia de carpe diem, linda mas impossível. Só penso (e provável que só agora) que talvez todas as nossas relações sejam (e sempre tenham sido) apenas despedida. E isto não é necessariamente ruim. Pensemos nas pessoas que conhecemos. O tempo que levamos para construir um primeiro contato com alguém. Se não nos despedíssemos, não haveria nunca a idéia de um encontro. De como temos quase necessidade de receber a despedida do dia todos os dias quando nos desejam "boa noite". E que por gentileza e carinho despedimos a noite de alguém ao lhe desejar "bom dia". Talvez as despedidas atravessem os encontros em mais de um sentido.
As despedidas são sempre recomeços. Algo que teve um papel cumprido e que agora abre espaço para que se cumpra o novo papel que merece ser aceito. Elas devem nos encher de entusiasmo, de esperança, como os bons dias e boas noites, porque são sempre os motivos dos encontros. O que penso que devemos fazer é comemorar o encontro vivido, a etapa vencida, o tempo percorrido; e cruzar os dedos com muita fé pro que virá. Isso vale para qualquer despedida, como vale para qualquer encontro. A vida é intensa.
Todos os dias nos cruzam várias pessoas em despedidas e em encontros (ou em ambos). Cada pessoa contém um caminho, também de despedida e encontro. Vou continuar optando pela despedida diária, porque vivi muito pouco, quase nada, e sei que as pessoas nos encontram em espaços ligeiros demais, em instantes vivos, e ainda assim são capazes de fazer ninhos. As pessoas são lampejos, pequenos raios, nos encontram e nos despedem, e isso não é lamentável, apenas quero continuar atenta. As despedidas acontecem quando os ciclos se fecham.
Mas cada encontro é um caminho.
sexta-feira, setembro 28, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
e ainda tem o liso. o macio que o ar que respiro atravessa meu corpo desde a narina. previsão de vida-lago e calmaria que vem com todo esquecimento, com toda mudança, com toda atitude segura e firme. tem um canal antes lacrimal hoje solar que pretendo preservar. por isso tantos espelhos pela casa. gosto que denunciem.
terça-feira, setembro 25, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
terça-feira, setembro 18, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
meu violeta
aprendi a culltivar olhos de lince
silêncio de pedra
amor de cão
esquiva de gatos
persistência de deserto
esperança de marés
paciência de águia
alegria de borboletas
euforia de sol
juventude de lua
sabedoria dos troncos mais grossos das mais antigas árvores do planeta
tenho sido feliz como os peixes.
silêncio de pedra
amor de cão
esquiva de gatos
persistência de deserto
esperança de marés
paciência de águia
alegria de borboletas
euforia de sol
juventude de lua
sabedoria dos troncos mais grossos das mais antigas árvores do planeta
tenho sido feliz como os peixes.
segunda-feira, setembro 10, 2007
A Deus eu agradeço e a toda natureza
Pelo céu azul, o sol, a lua e as estrelas
Oh minha mãe divina eu também vos agradeço
Pelo que conheço, obtenho e recebo
Andar na paz dos santos proteção dos anjos vem
Prestar bem atenção que no mundo tudo tem
Alerta para o tempo que o mesmo está chegando
Quem falou do meu Mestre com certeza vai ficando
Anjos e Arcanjos neste dia de natal
São José, São Zacarias e o Bispo Imperial
Pelo céu azul, o sol, a lua e as estrelas
Oh minha mãe divina eu também vos agradeço
Pelo que conheço, obtenho e recebo
Andar na paz dos santos proteção dos anjos vem
Prestar bem atenção que no mundo tudo tem
Alerta para o tempo que o mesmo está chegando
Quem falou do meu Mestre com certeza vai ficando
Anjos e Arcanjos neste dia de natal
São José, São Zacarias e o Bispo Imperial
sexta-feira, setembro 07, 2007
Ela ia ter um castelinho em Miranda do Douro. Pediu pro amigo arquiteto procurar registro do castelo maior da praça nas secretarias do Governo do Estado, porque ela nunca viu o maior de todos, mas sabe que é o mais bonito e queria fazer um igual. Tava predestinado.
Ela ia construir o castelinho na beira de uma lagoa, que de um lado fica Portugal e do outro Espanha, ou ela que entendeu assim e achou que desse jeito estava bom.
As únicas exigências, e nisso aí ela nem ligou pra planta do castelo maior, era que seu castelo tivesse uma ponte elevadiça, mesmo o amigo arquiteto dizendo que não há sentido uma porta que é ponte se ela não vai atravessar água nenhuma; e um campinho de futebol atrás do castelo, daqueles iguais ao que tem na alça do viaduto da BR116 quando se vem das bandas do Castelão, o que é, dessa vez, mera coincidência, um estádio chamado castelo no meio do caminho dos desejos dela.
Com essas duas coisas ela sabia que ia ter o benefício de juntar as pessoas mais legais de Miranda do Douro, os bestas, que gostariam demais de uma ponte elevadiça de brincadeira, e as crianças.
E para isso ela promete fazer uma pequeno riacho artificial para a ponte ultrapassar alguns peixinhos e não usar janelas de vidro.
É que algumas coisas nessa vida ela sabe que tem que fazer por onde dar certo.
Ela ia construir o castelinho na beira de uma lagoa, que de um lado fica Portugal e do outro Espanha, ou ela que entendeu assim e achou que desse jeito estava bom.
As únicas exigências, e nisso aí ela nem ligou pra planta do castelo maior, era que seu castelo tivesse uma ponte elevadiça, mesmo o amigo arquiteto dizendo que não há sentido uma porta que é ponte se ela não vai atravessar água nenhuma; e um campinho de futebol atrás do castelo, daqueles iguais ao que tem na alça do viaduto da BR116 quando se vem das bandas do Castelão, o que é, dessa vez, mera coincidência, um estádio chamado castelo no meio do caminho dos desejos dela.
Com essas duas coisas ela sabia que ia ter o benefício de juntar as pessoas mais legais de Miranda do Douro, os bestas, que gostariam demais de uma ponte elevadiça de brincadeira, e as crianças.
E para isso ela promete fazer uma pequeno riacho artificial para a ponte ultrapassar alguns peixinhos e não usar janelas de vidro.
É que algumas coisas nessa vida ela sabe que tem que fazer por onde dar certo.
terça-feira, setembro 04, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
domingo, setembro 02, 2007
As coisas não querem mais ser vistas por pessoas
razoáveis:
Elas desejam ser olhadas de azul-
Que nem uma criança que você olha de ave.
Há um mundo de sutileza bem debaixo do meu nariz. Nele podemos ver a cor das pedras entre a retina e o sol, correntes de sorrisos, palavras que se encaixam. Sobre ele, rotação, translação e fuso, pontos equidistantes, palavras quase-matéria que talvez sejam como nuvens e chovam passem desfaçam-se ao menor vento ou ao ver do tempo. O mundo de sutileza é um mundo de palavras ainda não-ditas que me espera com prazo marcado, talvez totalmente mudado, como convém nos retornos. E eu me elabirinto.
razoáveis:
Elas desejam ser olhadas de azul-
Que nem uma criança que você olha de ave.
Há um mundo de sutileza bem debaixo do meu nariz. Nele podemos ver a cor das pedras entre a retina e o sol, correntes de sorrisos, palavras que se encaixam. Sobre ele, rotação, translação e fuso, pontos equidistantes, palavras quase-matéria que talvez sejam como nuvens e chovam passem desfaçam-se ao menor vento ou ao ver do tempo. O mundo de sutileza é um mundo de palavras ainda não-ditas que me espera com prazo marcado, talvez totalmente mudado, como convém nos retornos. E eu me elabirinto.
sábado, setembro 01, 2007
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