segunda-feira, dezembro 10, 2007

dui generis

Deixe seu endereço
Deixe, que eu mando levar
Mando um carrinho de linha, morena
Agulha pra costurar
Vê se costura pra mim
Uma camisa de linho
Bote meu nome no bolso
E capriche fazendo o colarinho
Só vou usar no domingo
Porque senão perde a graça
Vamos tirar um retrato, morena
No lambe-lambe da praça

domingo, dezembro 02, 2007

Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora

domingo, novembro 25, 2007

uma semana agora é pouco.
um dia agora é curto.
um mês agora é longo.
e uma conversa que já não dói quase
nada.

ruas pouco gastas
desconexas
a cruz da vontade
mês de novembro findo
e as luzes amarelas.

sábado, novembro 17, 2007

das tuas mãos em meus pés só saudade.
chamego cinza que me é estrangeiro.
odalisca que nunca teve fim em dança e recomeço
na delicadeza que se expande ventre alheio.

terça-feira, novembro 13, 2007

desenrosca essa corda.
quem tiver pandeiro e cana vai ver sambar.
meu novelo de lã já não sabe que ponto dar.
gavião perdeu a fala.
rezei e recebi o que era meu.

um banho quente pra tirar o gosto amargo que ele deixou.
um beijinho doce trouxe aqui para te dar.
eu tenho medo do que em mim duvida do desalento.
(onde é que teu medo dói?)
já vou embora, como já disse que vou.

o sol bateu no rosto dela.
faço odes de despedida.

domingo, novembro 11, 2007

bumbo é onda contra a parede.
coração, é disritmia.

quarta-feira, novembro 07, 2007

ciranda da madrugada

quem dera os olhos que debruçam em mim fizessem me acordar mais uma primavera.

segunda-feira, novembro 05, 2007

.

sábado, novembro 03, 2007

dança

Veio até mim.
- Quem deixou me olhar assim? Não pediu minha permissão.
- Não pude evitar, tirou meu ar, fiquei sem chão.

quinta-feira, novembro 01, 2007

a tua beleza não dominou meu coração.

domingo, outubro 28, 2007


l faut beaucoup de courage
pour montrer ses rêves à
quelqu’un d’autre.

domingo, outubro 21, 2007

eu nasci pra brincadeira, nasci pra bater tambor.

sexta-feira, outubro 19, 2007

brinquedo de tambor

naquele recife
não esqueça do seu trato
Da hora de parar
Só vamos embora quando tudo terminar

neste
minha pista alucinada
A mais concorrida das baladas
Meu inferninho

o próximo
Ao meu São Jorge eu já pedi
E o que pedi ele atendeu
Rezei, rezei, rezei
E recebi o que era meu

quarta-feira, outubro 17, 2007

Lançamento na quinta

terça-feira, outubro 16, 2007

eu tinha alma mesmo
demais profunda
para tua represa.

segunda-feira, outubro 15, 2007

apaguei as provas porque já não me servem mais. é bom perceber que a vida nos resolve, nos leva na maré certa, e desta vez, sem precisar guerrear com mais ninguém. guerra própria é batalha vencida. sempre vencida. minha vida lago calmo rio corrido mar de pressa: paixão nas letras e sonho bom. durmo pequenina, corto a fita de quem chega em primeiro lugar, acordo em nuvens esparsas, leves, Laura nasceu e o dia é feliz. O mundo gira lindo aquela imensa ampulheta.

netuno, saturno e lua. me esperem em festa.

sexta-feira, outubro 12, 2007

conselho

caiu na roda ou acorda ou vai rodar.

segunda-feira, outubro 08, 2007

vertigem

Antes soubesse eu
o que fazer com estrelas na mão.

sábado, outubro 06, 2007

chez-elle

já tá feito
tá mandado
o seu trono tá plantado
fica ACERCA DE MIM.

o resto é só história de carochinha.

quinta-feira, outubro 04, 2007

mas tem hora que também é muito feliz se dizer: meuzôvo.

Das sensações mais felizes.

Consciência limpa.
Dever cumprido.
Amor correspondido.
Banho bem tomado.
Prêmio inesperado.
Poder reencontrado.
Escolha acertada.
Ano bem vivido.

quarta-feira, outubro 03, 2007

todo dia o mesmo amanhecer crepuscular.

terça-feira, outubro 02, 2007

estou cantando. cantando alto, em língua que por assumida birra faço (fazia?) questão de não conhecer, uma música de melodia bizarra e macabra. mas que felicidade cantá-la. drink up, baby, look at the stars. e o riso frouxo, quase louco, depravado, e a dança. porque essa tensão alucinada que tira a pele dos meus pés e me faz esquecer completamente que há um mundo vivo, em que as pessoas são antes de qualquer definição de qualquer ordem independente de qualquer pensamento, porque isso tem que ser bom e feliz. e é. mais a quoi bon. por isso em desespero a pausa o café e a trilha bizarra. e a dança. porque isso é tudo muito bonito. e para manter a minha borboleta voando. violeta.