sexta-feira, setembro 30, 2005
sexta-feira, setembro 23, 2005
23
Santo também é muso
As linhas nunca estão ocupadas quando se quer falar com Deus.
Adoro tocar para os anjos. Acho que eles gostam da minha música.
As linhas nunca estão ocupadas quando se quer falar com Deus.
Adoro tocar para os anjos. Acho que eles gostam da minha música.
quinta-feira, setembro 15, 2005
Eu ando bem cansada.
Universidade é lugar de passagem tal como rodoviária, aeroporto, metrô, shopping center, hotel, motel e terminal de ônibus.
Penso que colégios também sejam.
Ando incapaz de convergir as idéias para um único texto coerente, coeso e verossímil.
E elas ficam assim: nestas tripinhas.
Pensando bem é até bom.
Adiós.
Universidade é lugar de passagem tal como rodoviária, aeroporto, metrô, shopping center, hotel, motel e terminal de ônibus.
Penso que colégios também sejam.
Ando incapaz de convergir as idéias para um único texto coerente, coeso e verossímil.
E elas ficam assim: nestas tripinhas.
Pensando bem é até bom.
Adiós.
quarta-feira, setembro 14, 2005
segunda-feira, setembro 05, 2005
meu momento diarinho (ou: sim, eu sou uma copiona)
O computador morreu.
Resolvi voltara a estudar español.
Preciso de um tênis.
Adiaram o seminário que eu queria ir.
Não deu tempo de jogar tudo fora.
O próximo vai ser o atabaque.
Ou então o xequerê.
Fiz uma lista de livros para ler.
Inventei o jogo do se não está é porque não é.
E meu dia ficou mais longo depois do roubo.
Resolvi voltara a estudar español.
Preciso de um tênis.
Adiaram o seminário que eu queria ir.
Não deu tempo de jogar tudo fora.
O próximo vai ser o atabaque.
Ou então o xequerê.
Fiz uma lista de livros para ler.
Inventei o jogo do se não está é porque não é.
E meu dia ficou mais longo depois do roubo.
sábado, setembro 03, 2005
2.4
nevessário dela, que alumia o ceuzinho da minha vida. E que tem os pronomes depois, sempre, ela.
ama, eu.
(sim, é uma mensagem cifrada)
ama, eu.
(sim, é uma mensagem cifrada)
sexta-feira, setembro 02, 2005
Borboletas
Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.
- Também por que diabo não era azul? disse comigo. E essa reflexão, - uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, - consolou-me do malefício, e me reconciliou comigo mesmo.
- Também por que diabo não era azul? disse comigo. E essa reflexão, - uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, - consolou-me do malefício, e me reconciliou comigo mesmo.
quinta-feira, setembro 01, 2005
terça-feira, agosto 30, 2005
quarta-feira, agosto 24, 2005
segunda-feira, agosto 22, 2005
- eu gosto dessas intervenções urbanas, esse lance do homem intervir na cidade.
- eu acho que a cidade é que interfere em mim. nenhuma cidade me comporta.
ai ela teve um espasmo e fica gaga, querendo me dizer que era exatamente isso que todo mundo enrolava pra dizer e não dizia numa frase, assim, como essa eu tinha acabado de dizer, que era essa a frase. vai ver eu me tornei uma pessoa sintética. e vai ver foi a cidade.
ai ela, debaixo de uma lua linda, em uma noite de brisa boa, no meio da rua, porque aqui os bares invadem a rua, tomando caipirinha comigo sem gostar porque eu resolvi me permitir o capricho de não querer cerveja, se debruçou na mesa entrelaçando os dedos de uma mão na outra, encurvando os ombros e retraindo o peito, entrando para concha, daquele jeito que deixa os cotovelos um pouco emborcados e bem à mostra, espalhados na mesa, prendeu o lábio e deu um sorriso vremeio.
- eu acho que a cidade é que interfere em mim. nenhuma cidade me comporta.
ai ela teve um espasmo e fica gaga, querendo me dizer que era exatamente isso que todo mundo enrolava pra dizer e não dizia numa frase, assim, como essa eu tinha acabado de dizer, que era essa a frase. vai ver eu me tornei uma pessoa sintética. e vai ver foi a cidade.
ai ela, debaixo de uma lua linda, em uma noite de brisa boa, no meio da rua, porque aqui os bares invadem a rua, tomando caipirinha comigo sem gostar porque eu resolvi me permitir o capricho de não querer cerveja, se debruçou na mesa entrelaçando os dedos de uma mão na outra, encurvando os ombros e retraindo o peito, entrando para concha, daquele jeito que deixa os cotovelos um pouco emborcados e bem à mostra, espalhados na mesa, prendeu o lábio e deu um sorriso vremeio.
sexta-feira, agosto 19, 2005
terça-feira, agosto 16, 2005
sexta-feira, agosto 12, 2005
segunda-feira, agosto 08, 2005
Lembranças alheias, muito alheias
uma é a entrada de Fortim. A entrada de Fortim, para mim, pelo menos, parece um desenho de livro infantil.
outra é a Amanda, filha da Rose e do Marcos, um casal amigo de minha mãe. A Amanda é doce, educada e gentil.
a última, e a que se encaixa em muitas outras afirmando uma certeza que não quer se fazer, é que quando criança eu tinha medo de me furar ao pôr os brincos.
sábado, agosto 06, 2005
algumas verdades
Programas esportivos da AM devem ser o som ambiente do inferno.
É preciso força para perceber que a estrada vai além do que se vê. E eu tenho astigmatismo.
Quem tem Clarice Lispector na alma acostuma-se a inventar. A não ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. E quem tem o Rosa?
Eu tenho a España no sonho.
Eu pinto o estandarte de azul. Assim que eu passar a sair no figural.
É preciso força para perceber que a estrada vai além do que se vê. E eu tenho astigmatismo.
Quem tem Clarice Lispector na alma acostuma-se a inventar. A não ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. E quem tem o Rosa?
Eu tenho a España no sonho.
Eu pinto o estandarte de azul. Assim que eu passar a sair no figural.
sexta-feira, agosto 05, 2005
Gostaria de poder o que não soubesse fazer desmanchar
em palavras. Mas elas se protegem demais. Têm medo
de luz. De ruído. De qualquer indago. Preferem a
coxia do teatro. Se a costumaram com a bruma. São
bicho arredio, do mato. Gatunas. São ladras, elas. De
fôlego que já falta, do chão que já não se tem, da
razão de quem a agarra com unhas e dentes ou a guarda
sob sete chaves. Porque palavra é chave que abre e fecha.
(E a minha narrativa é toda -articulada- acostumada).
Sinto falta do vermelho. Da palavra rota, do español
ou do Drummond, porque ser roto é diferente de rompido,
rachado, é roto, tem um desconjuntamento embutido no que
é roto, tem uma ausência, uma falta que acontece. Um
descompletamento definitivo. O que é roto não se cola,
não adianta. Da que dança descalça numa pele fina feito
tensão superficial da água, em cima de uma mesa de cristal.
Da palavra frágil. De tentar - porque é sempre apenas uma
tentativa a brincadeira - brincar de esconde-esconde com as
imagens absurdas que tento criar. De desproporção.
Desproporção é quando se tenta fazer ver tamanho na
desimportância e, ao mesmo tempo, deixar do tamanho do
cocô de uma pulga os temas graves que assolam a humanidade.
Eu também quis inventar um jogo com palavras.
quarta-feira, agosto 03, 2005
do caminho para casa e seus sinais
Mais uma vez o que a janela sempre meio aberta sempre quase fechada me mostra é uma paisagem estática.
segunda-feira, agosto 01, 2005
quinta-feira, julho 28, 2005
tudo o que penso é numa forma de dar alguma gratuidade ao mundo. difícil pensar em receitas. ainda mais nelas exorbitantes. e não é manifestação socialista adolescente tardia. é porque quando é de grátis é mais livre e mais possível. lugares que se podem usufruir todos sem deixar lá mais que o necessário para que ele continue existindo. como uma biblioteca comunitária. como uma praça. como um pique-nique. como um fultebol na praia. com um passeio à pé na hora do sol se pôr. como uma visita inesperada. como uma aula de reforço porque o outro precisa de ajuda. como o que alguns fazem com o destino de algumas verbas. é essa sensação de ter, receber, dar e não dever que é boa. se isso for socialismo, ele deve ser um cara legal.
Assinar:
Postagens (Atom)