sexta-feira, junho 28, 2002


Sexa


- Pai...
- Hmmm?
- Como é o feminino de sexo?
- O quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só tem sexo masculino?
- É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra "sexo" é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
- Não devia ser "a sexa"?
- Não.
- Por que não?
- Porque não! Desculpe. Porque não. "Sexo" é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- É. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
- Sexo mesmo. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- É. Quer dizer... Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo feminino, certo?
- Certo.
- São duas coisas diferentes.
- Então como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra" é feminina. Se fosse masculina seria "o pal..."
- Chega! Vai brincar, vai.
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
- Temos que ficar de olho nesse guri...
- Por quê?
- Ele só penda em gramática.

Veríssimo
as mirellas...

Mirella Freni traz a pureza de sua voz de diva Ela, que já fez até Herbert von Karajan chorar com sua voz madura e cristalina

Nascida na Transilvânia, lendária e misteriosa região da Romênia, Mirella Faur desde pequena mostrou-se uma criança "estranha e diferente"

Mirella Migliari, namorada há dois anos e meio do guitarrista Billy Brandão confessa que o convívio lhe fez gostar mais de música. não sei se é a mesma mas tem uma que é designer gráfico e ganhou prata em um anuário 1999 com um relatório de num sei quê...

e ainda tem a bentivoglio que é poetisa com uma tal de poesia experimental e tem uma publicada nesta revista (acho que é uma revista) de nome estranho --> Ab ovo, ab eva, ave eva, e a. 1986, e que vou colocar o link pra ver a poesia dela aqui

tem outra que 17 anos (mas parece ter 7) de idade e é muito alegre

tem a mirella saude, tour, rep...

tenho também um .com.br e serve pra vender pavês, bolos, doces, tortas e salgados...

tenho declarações de amor que não são pra mim

uma que escreveu um roteiro com Eduardo Caron

outra que gosta mais de informática

uma atleta

Essa que pensa demais

outra teve esta página dedicada para ela e que, até agora, só não entendi por que, mas nem é da minha conta mesmo...

MIRELLA Pigments and Digital Images on Canvas 30 x 200 cm

e mais outra que se meteu a escrever poesia

esta toda erótica e cheia de vontades

e como não poderia deixar de ser, uma médica de nome parecido com giárdia

Mirella, Andressa, Paloma, Alice & suas Mentiras.

uma Lopes que tem a minha idade, 7 cm a mais que eu, 4 kg a menos, um número do pé a mais e alguma coisa a ver com Atendimento em Hotel, motel, residências

outra que perdeu um tempo que eu não prederia com um negócio chamado Coluna Social

outra que sabe como viver tranquilo.

professora de criança

curriculum vitae de uma outra

outra que usa óculos escuros e diz: "os cavalos são os espiritos do vento ..."

outra CHEIA de "contatos"... Mirella. Estilo - mulher fatal, seios - arrebitados de tirar o folego. Totalmente desinibida, uma grande felina de 1,80m, 20 anos, manequim 40. ...

12 fotos de mais uma outra "de contatos"

outra é personagem de conto

outra se despe

outra, lá no Peru, aprende a viver compondo músicas católicas

outra quis dicas sobre os lençóis maranhenses, em 18 de setembro de 2001 às 18hs

esta, de sobrenome Goi, não quis se atrever sozinha e entrou para uma comunidade

mais uma que faz fanzines (Mirella Domenich)

Hobby : Curtir Chitãozinho&Xororó, esoterismo e bordar
Sobrenome: Gurgel
Homepage: www.bordarecia.com.br/album_turma/album.htm

Éramos 805, "... Não tenho esses pudores, não", provoca. MIRELLA SANTOS é a mais novinha da turma de supergatas finalistas...

outras foram aprovadas não sei pra quê em 2002, mas parece que não entenderam

uma cirurgiã-dentista,

esta também gosta de Drummond

outra resolveu escrever sobre Ascaridíase

e são mais de 3.200 resultados no google para o meu nome. Estes foram 100 destes que eu tive paciência de olhar. Fiz isso, além de por não estar fazendo nada de importante, por não me lembrar de conhecer trabalhos de outras mirellas - fora a mirella que me ensinou a chamar o junim de João Batista e que é a outra dos fanzines. Mas ainda não entendi direito, cada vez que leio o nome Mirella, parece que o negócio é comigo...
estão me roubando o nome... Agora senti como é estranho mesmo Gabriel. Tem até aí uma "tal" de Mirella Alves que tem um site de nome Lela´s home page... eu hein! será que toda mirella é Lela (ou lella)?
A pedidos: Iberê
Vou acabar decorando O Mito também...

quinta-feira, junho 27, 2002

nada mais brega no mundo...

Em vez de você ficar pensando nele, em vez de você viver chorando por ele, pensa em mim, chere por mim, liga pra mim. Não, não liga pra ele, pra ele, não chore por ele. Se lembre que eu há muito tempo te amo, te amo, te amo, ou, ou, quero fazer você feliz. Vamos pegar o primeiro avião com destino à felicidade, à felicidade, a minha é você. Pense em mim, chore por mim, liga pra mim, não, não liga pra ele. Pense em mim, chore por mim, liga pra mim, não, não liga pra ele. Pra ele, não chore por ele.
Ecletiquices... estranho. Você me faz bem, às vezes, mas você não existe (o você que eu inventei pra mim. Pensando bem se eu inventei, existe agora... tsc, arhhh), no entanto, conversa comigo.

quarta-feira, junho 26, 2002

Abro, escrevo, apago, fecho. Melhor não. Ou não, melhor... melhor nada, qualquer vai ser ruim. Maximizo, não só a janelinha do wbloggar, meus problemas, minhas dúvidas, medos, incertezas e certezas equivocadas, meu ócio e minhas mentiras. Escrevo lá o que deveria dizer e não tenho coragem (nem sei se deveria tanto assim). Aí apago. Apago é nada. Apagar é mais uma coisa equivocada que faço (ou tento, pelejo mesmo, fazer). Depois vem o mungango na boca que diz o melhor não (no dia em que souber o que é o melhor não estou mais neste plano em que me encontro, não mesmo) e me fecho junto com a janela.
Essa noite, perfeita pra ler Saramago, pra namorar quentinho, pra chorar um pouco. Noite ótima para não dormir - como todas as outras -, mas com um atrativo a mais - os relâmpagos. Noite quente e seca mesmo chuvosa sendo, e amanhã, dia cheio demais de nada. Noite ansiosa e silenciosa como quase nenhuma dias atrás - ou quase todas. Noite - como não poderia deixar de ser - estranha.
É um vazio de fora que consome a chuva. Vou procurar sobre em Manoel de Barros. 25.06.02/00:15

terça-feira, junho 25, 2002

O Mito

Sequer conheço Fulana,
vejo Fulana tão curto,
Fulana jamais me vê,
mas como amo Fulana.

Amarei mesmo Fulana?
ou é ilusão de sexo?
Talvez a linha do busto,
da perna, talvez do ombro.

Amo Fulana tão forte,
amo Fulana tão dor,
que todo me despedaço
e choro, menino, choro.

Mas Fulana vai se rindo...
Vejam Fulana dançando.
No esporte ela está sozinha.
No bar, quão acompanhada.

E Fulana diz mistérios,
diz marxismo, rimmel, gás.
Fulana me bombardeia,
no entanto sequer me vê.

E sequer nos compreendemos.
É dama de alta fidúcia,
tem latifúndios, iates,
sustenta cinco mil pobres.

Menos eu... que de orgulhoso
me basto pensando nela.
Pensando com unha, plasma,
fúria, gilete, desânimo.

Amor tão disparatado.
Desbaratado é que é...
Nunca a sentei no meu colo
nem vi pela fechadura.

Mas eu sei quanto me custa
manter esse gelo digno,
essa indiferença gaia
e não gritar? Vem, Fulana!

Como deixar de invadir
sua casa de mil fechos
e sua veste arrancando
mostrá-la depois ao povo

tal como é ou deve ser:
branca, intata, neutra, rara,
feita de pedra translúcida,
de ausência e ruivos ornatos.

Mas como será Fulana,
digamos, no seu banheiro?
Só de pensar em seu corpo
o meu se punge... Pois sim.

Porque preciso do corpo
para mendigar Fulana,
rogar-lhe que pise em mim,
que me maltrate... Assim não.

Mas Fulana será gente?
Estará somente em ópera?
Será figura de livro?
Será bicho? Saberei?

Não saberei? Só pegando,
pedindo: Dona, desculpe...
O seu vestido esconde algo?
tem coxas reais? cintura?

Fulana às vezes existe
demais; até me apavora.
Vou sozinho pela rua,
eis que Fulana me roça.

Olho: não tem mais Fulana.
Povo se rindo de mim.
(Na curva do seu sapato
o calcanhar rosa e puro.)

E eu insonte, pervagando
em ruas de peixe e lágrima
Aos operários: a vistes?
Não, dizem os operários.

Aos boiadeiros: A vistes?
Dizem não os boiadeiros.
Acaso a vistes, doutores?
Mas eles respondem: Não

Pois é possível? pergunto
aos jornais: todos calados.
Não sabemos se Fulana
passou. De nada sabemos.

E são onze horas da noite,
são onze rodas de chope,
onze vezes dei a volta
de minha sede; e Fulana

talvez dance no cassino
ou, e será mais provável,
talvez beije no Leblon,
talvez se banhe na Cólquida;

talvez se pinte no espelho
do táxi; talvez aplauda
certa peça miserável
num teatro barroco e louco;

talvez cruze a perna e beba,
talvez corte figurinhas,
talvez fume de piteira,
talvez ria, talvez minta.

Esse insuportável riso
de Fulana de mil dentes
(anúncio de dentifrício)
é faca me escavacando.

Me ponho a correr na praia.
Venha o mar! Venham cações!
Que o farol me denuncie!
Que a fortaleza me ataque!

Quero morrer sufocado,
quero das mortes a hedionda,
quero voltar repelido
pela salsugem do largo,

já sem cabeça e sem perna,
à porta do apartamento,
para feder: de propósito,
somente para Fulana.

E Fulana apelará
para os frascos de perfume.
Abre-os todos: mas de todos
eu salto, e ofendo, e sujo.

E Fulana correrá
(nem se cobriu; vai chispando)
talvez se atire lá do alto.
Seu grito é: socorro! e deus.

Mas não quero nada disso.
Para que chatear Fulana?
Pancada na sua nuca
na minha é que vai doer.

E daí não sou criança.
Fulana estuda meu rosto.
Coitado: de raça branca.
Tadinho: tinha gravata.

Já morto, me quererá?
Esconjuro, se é necrófila...
Fulana é vida, ama as flores,
as artérias e as debêntures.

Sei que jamais me perdoara
matar-me para servi-la.
Fulana quer homens fortes,
couraçados, invasores.

Fulana é toda dinâmica,
tem um motor na barriga.
Suas unhas são elétricas,
seus beijos refrigerados,

desinfetados, gravados
em máquina multilite.
Fulana, como é sadia!
Os enfermos somos nós.

Sou eu, o poeta precário
que fez de Fulana um mito,
nutrindo-me de Petrarca,
Ronsard, Camões e Capim;

Que a sei embebida em leite,
carne, tomate, ginástica,
e lhe colo metafísica,
enigmas, causas primeiras.

Mas, se tentasse construir
outra Fulana que não
essa de burguês sorriso
e de tão burro esplendor?

Mudo-lhe o nome; recorto-lhe
um traje de transparência;
já perde a carência humana;
e bato-a; de tirar sangue.

E lhe dou todas as faces
de meu sonho que especula;
e abolimos a cidade
já sem peso e nitidez.

E vadeamos a ciência,
mar de hipóteses. A lua
fica sendo nosso esquema
de um território mais justo.

E colocamos os dados
de um mundo sem classes e imposto;
e nesse mundo instalamos
os nossos irmãos vingados.

E nessa fase gloriosa,
de contradições extintas,
eu e Fulana, abrasados,
queremos... que mais queremos?

E digo a Fulana: Amiga,
afinal nos compreedemos.
Já não sofro, já não brilhas,
mas somos a mesma coisa.

(Uma coisa tão diversa
da que pensava que fôssemos.)

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, junho 24, 2002

Por favor, parem de ler o meu blog. Vão ler um livro, ouvir uma música legal, assistir a um jornal, pular corda, almoçar, pintar as paredes do seu quarto, dar banho no cachorro, escrever uma carta para alguém que tá bem longe, procurar alguma coisa que está perdida, qualquer coisa, mas não percam o tempo de vcs lendo estas besteiras...




E você? É bola de que? por Testelândia


hehehe... ainda be que o cara já admite logo de cara. Isso aí é a introdução do teste:

Esse teste é besta? É, aliás como todos os outros. Só que ninguém tá te obrigando a fazer ele. Então, por favor, se vc já pensa em ofender, não continue...

porém,



Quem você é no sistema solar?
por Testelândia

égua...
Post "a música que tá me enchendo hoje"...


ESOTÉRICO

Não adianta nem me abandonar
Por quê mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão me amar
Até muito mais difíceis que eu pra você
Que eu que dois, que dez, que dez milhões
Todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível meu Deus é mais

Mistério sempre há de pintar por aí

Não adianta nem me abandonar
Nem ficar tão apaixonada que nada,
que não sabe nada,
que morre afogada por mim

domingo, junho 23, 2002

encontrei o dowload do Chapéu seletor do Harry Potter...
êêêita... a galera anda muito melancólica... passoal se animem!!! Carol, que se dandem as especulações... Gabriel, se dane o lado pessoal das coisas... falem o que tiverem vontade, escancarem o que quiserem, desbravem os interiores que acontecerem de ser desbravados, tirem proveito das especulações e só respondam se quiserem às perguntas...
O passarinho dela
está batendo asas, Seo Carlos!
Ele diz que vai-se embora
sem você pegar

sábado, junho 22, 2002

beckham? Figo? Não, não. O mais lindo é o Juan.
tenho que manter minha mãe desinformada até dezembro...
esse é para a Carol e pra :


Espanha tem mais dois atentados a bomba
22.Jun.2002


Os ataques, ocorridos neste sábado nas cidades de Mijas e Santander, são os mais recentes de uma série de cinco atribuídos ao grupo separatista ETA nos últimos dois dias. Não há notícias de pessoas seriamente feridas nas explosões, que aconteceram no dia em que termina o encontro de líderes da União Européia em Sevilla. Na sexta, três atentados a bomba marcaram o início do encontro.

A polícia local disse que a primeira explosão deste sábado aconteceu no estacionamento de um hotel em Mijas. Ao contrário dos últimos atendados ocorridos na Costa do Sol com carros-bomba, o ataque de Mijas foi bem mais singelo: um ou dois quilos de explosivos foram colocados em uma sacola entre dois carros no estacionamento de um hotel. O atentado em Santander ocorreu quase duas horas depois.

Antes das explosões, a polícia recebeu avisos por telefone. Há suspeitas de que integrantes do ETA sejam os autores dos telefonemas. Na sexta, três carros-bomba explodiram na cidade de Zaragoza, ao noroeste do país, e nos resorts de Marbella e Fuengirola, ao sul. Cada um continha cerca de 30 quilos de explosivos. No total, sete pessoas foram feridas nestes atentados, incluindo turistas e três crianças.

O ETA já matou mais de 800 pessoas em sua campanha de independência da região Basca, que já dura mais de 30 anos. No último verão europeu, o ETA realizou atentados semelhantes em locais turísticos. ?Estes terroristas estão atacando uma Europa em que eles sabem que não têm lugar?, disse o primeiro ministro espanhol José Maria Aznar, que sobreviveu a um atentado do ETA antes de sua eleição, em 1996.

Apesar do ETA não assumir responsabilidades por seus atos até que se passem semanas, os ataques tipicamente coincidem com grandes eventos políticos. Em Sevilha, a segurança foi redobrada, com cerca de 10 mil policiais a postos.
...eita copa esquisita... Coréia ganha da Espanha, Turquia de Senegal... Vou parar de torcer, o time que torço perde...
mãe senhora do perpétuo socorrei...
Tô sentindo que vou enjoar logo logo destas cores do meu bologue. Tá muito femininíssimo demais pro meu gosto. Quase repugnante.
alguém sabe da Carol???
Gabs, vc é muito queridíssmo, muito obrigada, obrigada mesmo, mesmo mesmo, viu!

Agora me conta como é que vc fez, menino...
tou saindo pra ir deixar o carro pra consertar, qdo chegar te ligo, viu!
ei, tá massa!!!! mas a cor da hora é o marrom da faixa em que está o título não do nome ecletiquices... Brigadão... Ah... pensando aqui, põe o comente! nesse rosinha que ele á bem munitim!!!
biel???? tú tá ajeitando o meu bloginho??? como é que vc fez??? ei me diz alguma coisa... posta aí pra me espliocar...
As coisas não querem mais ser vistas por pessoas
razoáveis:
Elas desejam ser olhadas de azul-
Que nem uma criança que você olha de ave.

sexta-feira, junho 21, 2002

meu carro tem o cheiro dos meus segredos
cheiro de segredo...
Viva o mundo de cabeça para baixo!
ei, carol! dá um sinal de vida aí!
quinta com cara de sábado, sexta com cara de segunda... amanhã será que vai ter cara de quê???
isso é maldade...
Gábis... olha só isso aí embaixo, bem depois da hora...
Carols, foi mal a gente ter ido na sua casa ontem de madrugada... é que, sei lá, vc podia estar acordada e ia assistir lá com a gente... Foi mal mesmo...

quinta-feira, junho 20, 2002

avali, é o novo!!!
... eu num sei nem os por quês do português avali os do inglês...
carimbó do macaco... só podia ser coisa tua, mesmo...
Esclarecimentos...

A culpa é da Carol. Ela quem me emprestou A Revolução dos Bichos. Do jeito que sou empolgada com esses negócios de revolução...
Acordei com esta obsseção de voto facultativo hoje...

Nada não. Isso era uma das minhas 50 decisões. Ser mais indignada com o mundo.
Sonho + Viagem: ir para a Espanha e ter deixado (pelo menos encaminhado) o voto facultativo no Brasil.
E o sonho (que parece cada dia mais próximo de ser realizado): dezembro de 2003, Espanha.
Agora a viagem: Conseguir isso. E até dezembro de 2003.
Não é viagem minha, é sério. Pode ser que ainda esteja cheio de falhas, e está, mas é o que tenho agora, vou procurar organizar melhor as idéias depois...

Temos um problema maior para resolver que escolher qual é o ladrão que vai nos roubar nos próximos 4 anos (ou 8!). O problema do voto obrigatório é maior que a escolha do mais novo... O voto deve ser facultativo. Não consigo conceber democracia com voto obrigatório. Vota quem quiser. Quem achar que há alguém que mereça que você saia da sua casa para enfrentar uma fila quilométrica em baixo do sol para receber de você a chance de "governar" o que do país coube a esta pessoa "governar". Se as pessoas não vão fazer isso de maneira nenhuma com o voto sendo facultativo é por que não entendem o porquê de votarem. Aí cabe aos mesmos ladrões, roubarem um pouquinho menos e melhorarem um pouquinho mais o sistema de ensino público (e todos os outros) e explicarem para essas pessoas o que é e para que serve votar. Mas é claro que eles não vão fazer isso. Por vontade própria não.Por que aí o povo ia ficar menos burro e não ia ser legal pra eles. Mas eu não gosto, não aceito e não concordo que seja assim e sei que como eu muitas pessoas também não.
ãããããããã.. eu quero meu comments, mesmo feio, do jeito que tava...
Ecletiquices. Um blog frasal.
cheiro do livro do colégio quando acabava de encapar,
as pessoas andam muito cansadas...
droga! droga! droga! desisto de botar esse coisa depois do negocinho. Eu coiso, coiso, coiso, mas ele não coisa no coiso certo...
cheiro de pomada para machucados (aquelas tipo, gelol, irudoid, salompas...),

quarta-feira, junho 19, 2002

Ecletiquices fechado para balanço. Dúvidas ou sugestões sou_eu_uai@bol.com.br. Agradecemos a sua compreensão.
Sobre o estágio:

Vamos fugir
desse lugar, babe
Vamos fugir
Pronde haja um tobogã
onde a gente escorregue
qualquer outro lugar comum
outro lugar qualquer

hein, Carol?!?!?
legal! Descobri que além dos Blogs que dialogs tem mais gente de blogs que dialogs comigo...
eu não vou sair da sua vida

terça-feira, junho 18, 2002

Ecletiquices em reforma. Desculpe o transtorno.
coments pisca-pisca:

com comments sem comments com comments
entre uvas meio verdes
meu amor não te atormentes
os comments também não me gostam.
sumidouro. essa é a palavra.
hj eu quis colo...
ai léo... vou te mandar lá pro marrocos, pra vê se vc me deixa dormir em paz!!!

segunda-feira, junho 17, 2002

Se todos os jogos forem que nem esse e o Brasil for até a final, o coraçãozinho do meu amigo Herege não vai aguentar. Eu sinto que não vai.
Post to Esquisitices

domingo, junho 16, 2002

Filosofia barata. É tudo o que eu preciso.
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
não existe violência maior que a se metência.
Mirella - um dia aí - pensa alto:

"... eu hein?! não sei onde é que esse homem arranjou de conhecer tanta coisa..."

Carol ouviu:

"... ah, Lella! Ele passava os dias no pantanal lá deitado na rede dele, sem fazer nada... passava o dia lendo..."

Mirella pensa - dessa vez bem baixinho:

" Se fosse eu teria aprendido a distinguir as cobras venenosas, a hipnotizar jacarés, a encontrar ninhos de pássaros, a reconhecer os rastros dos animais, a entender o céu... nada pra fazer no Pantanal... sei não, hein..."
índios...
Carol né nada demais não. é que eu tenho medo de fazer exame de sangue. tenho muita gastura de veia, odeio injeção e como esse era hemograma completo eu ia ter que tirar uns 359 tubinhos, e a hora da troca de tubinhos é a minha morte. mas foi até legal dessa vez. a mulher não apertou tanto a borrachinha, não ficou fuçando a minha veia latejante, não balançou muito a injeção na hora de furar, e quase não senti a troca dos tubinhos. deve ser por que já está passando mais o medo, mas até mais rápido foi, dessa vez. acho que nunca mais vou desmaiar. mais essa é outra história (o desmaio) que depois eu conto pra você, pessoalmente, pra gente rir olhando uma pra cara da outra.
os downloads não me gostam

sábado, junho 15, 2002

entrei e gostei!
quero que este dia acabe e que passe essa esquisitisse toda.
ai, daqui tô ouvindo o léo com os gritos dele. bem que ele podia vir só pra dormir. podia ir namorar em outra caixa de arcondicionado...
hoje eu estou muito esquisita... acho que é por que eu fui tirar sangue. toda vez que vou tirar sangue passo dia esquisita. desde antes de ir, quando acordo no dia que tiro para ir fazer o exame já estou estranha. tenho cada coisa...
post de quase diretamente da casa da carol
Estou super feliz com a idéia de voltar a fazer sapateado. Falava, falava, falava, mais ir atrás que era bom, nem nada! Ainda bem que tenho uma amiga realizadora e ajeitou tudinho e parece que vai dar certo. Eu falei voltar?!?! ah... nesta altura estarei é começando do zero mesmo, depois de tantos anos. O meu último sapato era todo cor de rosa com lacinho na fechadura e tamanho 32. Ainda tenho ele guardado.
cheiro de roupa nova
Cheiro de papel de presente...

sexta-feira, junho 14, 2002

...
um cheiro bom? ... Cheiro de tinta de caneta!
Carol, se você estiver lendo, eu estou aqui na traço e cor ainda, viu!!! quando eu sair daqui te ligo. Se vc for sair antes de eu te ligar me liga você, ok!
Presa aqui. Que saco!!!
Saudade é coisa de gostar. Esquisito. Faz cócegas.
Depois ele fala que político é tudo ladrão e que não existe mais esse negócio de "coroné". Coronel gora é Coronel mesmo.

Cigarro de Paia

Eu sô um cabôco filiz. Hah! Se eu nascesse de novo eu queria ser o mesmo mané Luiz. Se eu nascesse de novo e pudesse escolher, mais do que eu sou eu não queria ser. Eu queria nascer na fazenda da caiçara lá em Exu, Pernambuco, mesmo na divisinha com o Ceará. É por isso que eu costumo dizer que uma banda minha é pernambucana a outra banda é cearense. Quando eu, hah!, não quero nem dizer, quando eu ficasse taludinho assim, eu queria logo comprar uma sanfona, pra ajudar meu pai nos toque, lá nos forró. Eu queria ser filho de Januário mesmo, e de Dona Santana. Mais do que eu sô eu não queria ser não sinhô. Se eu nascesse de novo e pudesse escolher, quando chegasse 1930 eu entrava no colégio, 18 anos de idade, colégio de pobre é o exercito brasileiro. Sentava braço. Fazia revolução como o diabo. Não dava nenhum tiro. Eita Brasil bom danado. Queria ser o rei do baião. Mais não era mole não, meu irmão. Quando eu chegasse no rio de janeiro em 39 eu ia tocar na zona violenta, da pesada, lá no mangue. Correndo o trilho dos gringo. Queria ser tudo isso. Oxente, eu queria ser o rei do baião!?!?! Até que uma certa noite chegasse lá assim um grupo de cerense. Diziam que era universitário, sei lá o que era isso!... era estudante mesmo. Depois de me agradare muito fizero uma exigência: -olha caboco. Quando a gente voltar aqui outra vez nesse lugar, nós só damo dinheiro a você se você tocá um negócio lá daqueles pé de serra. Você não é sertanejo? Ce né lá da serra do Araripe? Digo: sô. Tá feita a exigência. Daí eu fiz a recapitulação. Organizei esse numerozim que eu entrei com ele aqui agora tocando , o vira e mexe. É foi o primeiro. Quando os cearense chegaro eu disse pra eles "Olha eu tenho um negocim aqui pra empurrá em vocês!", "Então manda". Lasquei brasa. " Ë isso aí caboco!" Naquele tempo era caboco, agora é bicho. "É isso mesmo! agora você pode até visitar nossa república!", "Que diabo é isso?", "É uma república lá da lapa, da pesada, lá é que é da pesada mesmo, só de cearense. E você ta convidado pra ir lá tocar pra nóis." Eu fui, tava agradando. Hahá, fui conhecer a república dos cearense. Quando eu cheguei lá era a maior bagunça do mundo. Já viu, republica de estudante, ainda mais cearense. Aí um em tom de disse assim "Apresentar aí o Presidente da República.", sabe quem era? Armando Falcão. O homem quase que foi presidente da republica mesmo, rapaz! Bacharel, deputado, líder, ministro, foi tudo isso, faltou pouco pra ser Presidente da República. E se eu nascesse de novo e pudesse escolher, quando chegasse o dia - 24 hoje, né? - 24 de março de 1972 a essa horinha mermim, cês qure saber onde eu queria estar? Era aqui com vocês, no teatro Tereza Raquel, enrolando vocês na conversa, contando essa história, com a presença do deputado Armando falcão que tá aqui entre nós, que num me deixa mentir. Foi no governo de Juscelino que ele manobrou, manobrou na política mê irmão, né nda não, mais tamo aí sinhô na sua e eu na minha. Agora sinhô tá sentado aí, agüente meu negócio que lá vai chumbo, cabôco. Vai boiadeiro que a noite já vem, leva o teu gado e vai pra junto do teu bem.

quinta-feira, junho 13, 2002

ai, ai, ai... já vi que a noite hoje vai ser longa. Muito longa. Longa até demais.
mais um blogs que dialogs
Lista Negra

1° lugar disparado: INTRODUÇÃO À PUBLICIDADE E PROPAGANDA
2° INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA
3° Empatadas: ESTATÍSTICA DESCRITIVA E MERCADOLOGIA
4° PESQUISA EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA
5° PLANEJAMENTO DE CAMPANHA PUBLICITÁRIA
6° MÍDIA

e as que ainda virão...

ÉTICA
ADMINISTRAÇÃO

Ê ê...
avacalhado total!!!
melhorou???
mas agora está horrorível...
ok! ok! ok! tenho que concordar que estava mesmo ruim de ler.

quarta-feira, junho 12, 2002

Pronto, achei!!!

Nada mais certo pro dia de hoje...



BILHETE

Se tu me amas, ama-me baixinho
Näo o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim,
Tem de ser bem devagarinho, amada,
Que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Quintana
Eu estava dormindo e me acordaram
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!

(Quintana)
Sei que isso todo mundo já sabe, mas não custa nada relembrar...

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da TV o seu guru e seu parceiro diário. ( Como pode 14 polegadas ocupar tanto espaço em uma vida?).
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte.

Para enfrentar o mundo,
que meu amor
de mim se arme:
incêndio e charme.

Para enfrentar-me,
há que ir mais fundo:
só charme e incêndio
não vão bastar-lhe

(que sou imune).

Amor se mune
de incenso e calma,
de calma e incenso
(amor acende-o).

Amor se arma:
ciência e karma.
Atiça o lume
do olhar intenso
e afia o gume
do seu sorriso
(alfanje, sabre).

É o que é preciso:
amor me abre.

(Incêndio e Charme, Betty Vidgal)
Este blog tomou um ruminho meio inesperado. Hoje não sei mais dele. Antes só meu. Agora ne não sei mais de quem. O que é pior. Estranho. Vou voltar ao nome Ecletiquices. É o meu preferido.

terça-feira, junho 11, 2002

bem que o mundo poderia andar um pouco, cansar mais só um dia. ninguém se aquieta dentro de casa. os que não têm casa, só um dia pensassem em não ter mesmo e fossem pra um lugar seguro dentro de si mesmos e saltassem de lá em pé ou dessem pulos um atrás do outro um dia com fim. ninguém. nem o político. nem a dona de nada. o polícia. o comprador de carros caros. o aluno da escola pública. a chica. o gabriel. o josimar que jogou na seleção em 86. o seu raimundinho da venda. o tizeu. a samanta marques. nós. podia ninguém não parar nunca e ficar todo mundo em pé de um lado pro outro toda a vida com fim. fazer isso e mais um monte. todos os barulhos dos carros todas os conversê. nem olhar pro céu. não ver o sol nascer, porque ele desistiu. apagar-se sozinho e ir embora de vez. e gente nem aí, ninguém. nos lugares que não tem sol ninguém nem nota porque ele não existe mesmo lá. o mundo todo nem deveria nada porque ele é mesmo um lixinho fedido, né? e o que fazer com os imprevistos? eles vêm mesmo, fazer o que dá. é o jeito, né não? mais importante é passar a vida inteira de um lado pro outro. o tempo todo. em pé em alguma areia quente ou beira de esgoto, igarapé ou leito de rio morto, praia poluída ou queimadas ou qualquer coisa que a gente possa fazer mesmo que é mesmo é nada com as mãos, porque a janela pra dentro da gente vive fechada. nem olhar pra fora. tentar ver antes de todo mundo. tentar mesmo. e conseguir, porque é o que importa. o ruim é ficar pra trás, fica cinza, preta, a coisa toda, da cor do inferno em brasa e dar um abraço no diabo. cansou de pular de um lado pro outro? deita, pra ver o que é bom pra tosse. fica aí, deitado, bichim, põe os braços no chão também até doer o cotovelo do mal jeito, fique virando na calçada quente, fervendo, só não encoste a cara porque aí você se lasca de vez. abra bem os olhos, arregale mesmo, e veja que o céu é só uma ilusão de olhar, tem nada lá não, nem vida eterna nem nada. saia daí, e pronto, vá procurar o que fazer que é melhor. e pronto. a vida todinha assim. já pensou? e se chover? aí você se molha e gripa. é um azarado mesmo. mas aproveite pra espirrar o máximo perto de quem você não gosta, pra gripar também. e calce o chinelo, senão piora. comece a pensar em tudo. e olhe pra tudo ao seu redor. veja o monte de comida que não é sua, sinta a fome que não é sua também. sem comida, não há outras necessidades. se dê uma vida inteira de pressa, correria, disposição, de apertar a alma, o coração, molhar a mão de alguém com algum tostão e olhar o lucro cair do céu. nada vale a pena, mas não tenho certeza de nada. não sei mais o que importa na vida da gente. esta vida tão grande e tão sem regras que nós mesmos fazemos e brigamos pra que todo mundo aceite, menos nós mesmos, os que fizemos, porque nada é importante nesta vida, só nós mesmos. ah, e o umbigo.
MRLN
ei, o que está verde era para ser laranja...
é de manhã, é de madrugada
é de manhã, não sei mais de nada
A bagunça é quem nos comanda a vida.
Acho que ainda não disse aqui, mas eu adoro ele.
Creo que ahora no voy a cambiar tan temprano los colores del blog. sólo el nombre de el, esto sí voy a cambiar siempre que otro nombre me pasar por la cabeza...
Que eu tinha bigode e costeleta eu já sabia. Mas esta barba que descobri hoje me surpreendeu.
Post Música de Hoje:

Despierte la novia, despierte
Con el ramo verde del amor florido
Despierte la novia, despierte
En la mañana de la boda
muito em dúvida quanto aos comments... com comments, perde-se a possibilidade de viver mudando de nome e cores e layout de blog pronto, sem comments, perde-se a tão sonhada interatividade...
nooooossa o blog ficou horrível....
Nem toda loucura é genial, nem toda lucidez é velha
hehe... tah mais legal assim, não está???
no comprendo... cambié todos los colores en neste rato, casi ahora, pero aún no apareceron ...
Ecletiquices (ou cagens, tanto faz) mais uma vez vez ao vivo com o momento diretamente do ciberespaço.
É besteira tentar ver a gente de um jeito bonito. Desisti. A partir de hoje o mundo pra mim é irremediávelmente feio.

segunda-feira, junho 10, 2002

tava um dia aí de bobeira ouvindo música na chuva com um caderninho do lado, ó só o que deu. o texto tá muito bonito não, mas a idéia é tentadora...

Bem que o mundo poderia parar um pouco, descansar só um dia. Todo mundo se aquetar no aconchego de seus lares. Os que não tem lares, só um dia deixassem de pensar, de reclamar, de lutar e procurassem um lugar público mais bonito ou o lugar que mais gostassem e ficassem lá sentados por um dia sem fim. Todo mundo. O político. A dona de casa. O assaltante. O vendedor de carros. O professor do colégio. A Joana. O Rafael. A Rosimar. O Seo Zequinha. O Tadeu. A Samanta. Eu. Podia todo mundo parar um dia e ficar sentado no chão olhando pro céu o dia inteiro. Fazer só isso. Nenhum barulho de carro. Nenhum converseiro. Só olhar para o céu. Ver o sol nascer, chegar lá no meio. Brilhar forte e quente as horas que ser e ir indo embora. E a gente olhando, todo mundo. Nos lugares sem sol também deve ter o que se ver no céu. O mundo todo deveria se dar esse luxinho de parar de fazer tudo o que tem pra se fazer (e não vale no domingo). E o que fazer com os compromissos? Adia todos os inúteis por um dia. Um dia a mais, um dia a menos, que importa? Mais importante é passar esse dia inteiro sem fazer nada, nadinha de nada. Sentado em alguma areia ou grama ou beira de lago, açude ou rio, praia ou bosque ou qualquer coisa que a gente não possa fazer com as nossas mãos, olhando lá na janela do nosso mundinho. Tentar olhar lá pra fora. Tentar ver depois de todas as osferas. Mas só tentar. Conseguir ou não, também, o que importa? O bom é ficar olhando o azul, cinza, preto, avermelhado, da cor que for o seu céu também não importa. Cansou de ficar sentado? Deita. Ainda melhor. Fica lá deitado, põe os braços atrás da cabeça até o jeito incomodar, aí se vire prum lado, pro outro, de bruços, abra os braços e encoste a buchêcha no chão que você estiver. Feche os olhos e imagine o céu que você não tem, um qualquer, de uma cor que você nunca tenha visto, a cor, não importa. Fica lá e só. E pronto. Um dia todinho só assim. Se chover? Você é mesmo um sortudo. Aproveite ao máximo sua sorte. Esteja descalço. Não pense em nada. não fale. Só olhe. Não, você não vai sentir sede ou fome. Nem terá outras necessidades. Se dê um dia todo de preguiça, indisposição, de apertar areia na mão, molhar pés na água e olhar céu. Vai valer a pena, tenho certeza. São essas coisas que devem importar na vida da gente. Esta vida tão pequena e cheia de regras que nós mesmos fazemos e aceitamos e usamos como se fosse a coisa mais importante desta vida.
Mirella em crise. Façanha Adriano passando por processos de escolha. insatisfeita com os nomes das coisas. insatisfeita com a cor das coisas. insatisfeita com a disposição das coisas. com o tamanho das coisas. com o tempo das coisas. com o jeito das coisas. com as coisas das coisas.

Post Meu Passado me Condena Também:

Eu já saí de camarote em camarote em um fortal com uma máquina fotográfica na mão para bater uma foto do Ricardo Chaves (que eu amava!!!!). Não é que o muita merda não olhou nenhuma vez pra minha câmera... desde esse dia deixei de gostar dele... hum... A Gal teria falado de atendimento ao cliente.

nu pá tro pi
abençoá por Dê
e boní por naturê
má que belê
em feverê
tem carná
tenhum fú e um viô
sô flamê e tê uma nê chamá terê
Legal voltar a postar. Tava sentindo falta de ver minhas letrinhas publicadas. Tem hora que é legal...
carol, eu não prefiro o ponto. muito menos nada contra vírgulas. dependesse de preferências seria reticências, sempre... mas sábado eu era ponto final... (pelo menos era o que eu achava)

domingo, junho 09, 2002

Hoje é domingo
pé de cachimbo
cachimbo é de barro
que dá no jarro
o jarro é de ouro
que dá no besouro
o besouro é valente
que dá na gente
a gente é fraco
e cai no buraco
o buraco é fundo
acabou-se o mundo

sábado, junho 08, 2002

.
Me exponho demais?

A idéia é essa.

terça-feira, junho 04, 2002

Agora é de verdade. Muito legal esse negócio de Blog. Mas é preciso.

1, 2, 3. Câmbio. Desligo.
sou_eu_uai@bol.com.br

segunda-feira, junho 03, 2002

Não há mais do que mil pandas em todo o mundo. Durante a primeira semana de vida do bebê, a mãe simplesmente não come nem bebe, para não se afastar da cria. Na China antiga, acreditava-se nos poderes mágicos do panda.

A lontra pode ser considerada em extinção já que existem apenas 13 espécies distribuídas em quase todos os continentes, exceto Austrália e Antártida. Aqui no Brasil encontram-se duas espécies: a que é conhecida como lontra (Lontra longicaudis) e a ariranha (Pteronura brasiliensis). As duas constam da lista brasileira de animais ameaçados de extinção elaborada pelo IBAMA em 1989. Nestas regiões há um conflito entre os pescadores e as lontras, já que os mamíferos têm o hábito de atacarem as redes de pesca para comer os peixes.

O cavalo-marinho não ultrapassa os 20 centímetros de altura e não é muito afeito a nadar. Prefere ficar preso pela cauda a tudo o que estiver por perto. Alimenta-se de plâncton e pequenos peixes. Na família deles quem dá à luz é o macho. É que a fêmea deposita os seus ovos numa bolsa incubadora localizada no corpo do "marido" . Ele é muito frágil, pode ser presa muito fácil dos colecionadores para aquário.


Tartarugas. Todas elas têm vida longa quando não encontram a presença do homem, perigoso predador. Alcançam 80 anos de idade e são os mais antigos seres vivos da Terra. Acredita-se que seus ancestrais já existiam há pelo menos 150 milhões de anos. Todas as espécies conhecidas são dóceis e inofensivas.


Não compre objetos de pele ou dentes de animais, como por exemplo: conchas, corais, cascos de tartaruga, etc...

Acho que vou sumir daqui por uns tempos...
Post Música de Hoje:

"Eu vou fazer um leilão. Quem dá mais pelo meu coração?"

domingo, junho 02, 2002

Lugar absurdamente barulhento de pessoas absurdas, de conversas absurdas e que me chamam absurdamente demais. Lugar absurdamente claro, cheio e alegre o qual não me deixa saída nem escolha. De vez em quando paro um pouco e escorre uma lágrima, mas a rejeito. Aqui não é lugar para isso. Meu coração não deveria ter lugar para isso. Solidão. Solidão. Solidão. Agora eu entendo o que significa dizer que a gente é sozinho no mundo. E é mesmo. Só somos nós aprisionados nessa caixinha misteriosa e coberta de cabelos com todos os nossos absurdos. E o mundo passa a ser incompreensível mas melhor, muito melhor. Mais perto da verdade. Mais perto do ponto. E por mais incrível que pareça, prefiro mil vezes assim que a cegueira de antes. Prefiro um milhão de vezes sentir o mundo assim que o absurdo de viver achando que apesar de não ser perfeito o mundo é bom e “a vida é assim”. Não é coisíssima nenhuma. A vida tem que ser mais. A vida tem que ser muito mais.
Não sei o que é isso, eu acho que errei em tudo, errei em todas as escolhas. Nasci errado.
tristeza quase profunda agora, acho. Acho também que faço alarme demais das minhas tristezas, isso não é bom. Não quero que fique parecendo que quero que todo mundo fique preocupado, me bajulando, perguntando se eu estou bem. Até por que nem é disso que eu preciso. Preciso parar de ouvir meu nome da boca de todas as pessoas, preciso que me esqueçam um pouco, que me abandonem, que me larguem, que façam todos de conta que eu não existo. Preciso muito é andar sem moletas, seguir o "rumo do meu beiço", ouvir o que eu tenho pra me dizer, ficar um pouco sozinha no mundo. Preciso me dedicar às coisas mais de verdade, e a mais coisas. Preciso entender que eu sou a Mirella.

sábado, junho 01, 2002

incrivelmente hoje eles amanheceram belezinha comigo. Não sei por que resolveram pegar leve. Mas estão aparentemente mais compreensivos. Os dois. Até o meu pai, que nunca nota nada que acontece em mim. Bom, legal ouvir a vozinha carinhosa que ele falou comigo hoje. "Mi..."
pô, parece que, parece não, quando um coisa quebra, todas as outras quebram junto. É incrível. Chocrível, como diz a geórgia. Até ontem meio dia estava tudo indo legal com meus pais, com meu irmão, com meus amigos... aí uma coisa nào foi muito legal, chego em casa brigo com o meu irmão, saio com minh prima pra tomar café no Dragão minha mãe e meu pai inventam uma preocupação e acham de encher logo neste bendito dia, lá se vai a harmonia com eles por água a baixo em um telefonema. tomo lá inocentemente meu cafezinho com minha irmã escolhida, contamos das nossas vidas, das nossas infâncias juntas, dos nossos desamores, bichinhos de estimação, foi a parte boa da noite, mas nada fazia esquecer, sabe, as mesinhas do café são escritas, precisava de um lugar em branco. resolvo escrever aqui os poeminhas dos lugares que sentei lá, o outro entende tudo errado, fica achando que saímos todos, fizemos uma grande festa e não chamamos ele por que um dia antes ele saiu sem grana, onde já se viu amigo pensar isso do outro? ainda por cima meio confusa com o post competição da Carol. Tudo. Tudinho dando errado desde ontem...
por causa de voxê bate em meu peito
baixinho quase calado um coração apaixonado por voxê
menina, menina
que não sabe quem eu sou
menina que não conhece o meu amor

mas voxê passa e não me olha
mas eu olho pra voxê
voxê não me diz nada
mas eu digo pra voxê
voxê por mim não chora
mas eu choro por voxê



lá fora está chovendo mas assim mesmo eu vou correndo só pra ver o meu amor mas ela vem toda de branco toda molhada linda e despenteada que maravilha que coisa linda que é o meu amor por entre bancários jatomóveis ruas e avenidas milhoes de buzinas tocando em harmonia sem cessar e ela vem chegando branco meiga pura linda e muito tímida com a chuva molhando seu corpo lindo que eu vou abraçar e a gente no meio da rua do mundo no meio da chuva a girar
ela é uma coisa linda ela é uma maravilha
Ecletiquices. Um blog terapêutico.
Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender...

O Drummond entendeu tudo mesmo, tô começando a me render a essa frase da Carolzinha...
Tinha esse Mário Quintana lá na mesinha que eu sentei no café

Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro...
de surpresa... de encanto... de medo...

Nunca ví coisa tão oposta e que dê tão certo.


Tinha Drummond também, na outra mesa perto do arcondicionado, onde estávamos a Ana Paula e Eu, antes de o Júnior chegar. Estava muito fria. Mudamos logo depois.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã

Eu faço é rir... amarelo.